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TÍTULO DA PESQUISA

O ESTATUTO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NAS POLÍTICAS E PRÁTICAS DE ESCOLARIZAÇÃO DOS ALUNOS PÚBLICO-ALVO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

PERÍODO:

2016 -

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

FINANCIAMENTO(S)

Faperj

Atualmente, em nosso país, a Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, fortemente marcada pelos acordos internacionais, se realiza por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), serviço complementar e/ou suplementar ao ensino regular, oferecido no contra-turno, conforme proposto nas políticas públicas educacionais. Sendo o eixo central de construção dessa política a noção de acessibilidade com foco de investimento prioritário em instrumentos tecnológicos. Assumindo os pressupostos da perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano, em especial as noções de escolarização, ensino e aprendizagem, conforme postuladas por L.S.Vigotski, nas quais estes processos se constroem na relação entre professor-aluno- conhecimento nas práticas cotidianas escolares, questionamos o foco central de investimento em instrumentos tecnológicos em detrimento da formação e condições de trabalho do professor. Isto posto, o objetivo dessa pesquisa é, a partir da abordagem dos Ciclos de Política de S. Ball e R. Bowe, analisar o estatuto das Tecnologias Assistivas como suporte ao processo de escolarização dos alunos público-alvo da Educação Especial nas diretrizes internacionais e nacionais das políticas de educação inclusiva e nas suas traduções na rede pública de ensino do município de Duque de Caxias/RJ. Para tal, além da análise dos documentos que tratam do contexto de influência e dos textos políticos internacionais, nacionais e locais, será realizada uma pesquisa de campo, durante um ano letivo em três escolas da rede pública de ensino do município de Duque de Caxias/ RJ. Após um estudo exploratório, realizaremos observações sistemáticas em três escolas e entrevistas semiestruturadas com os professores do ensino comum e do especializado. Por fim, os dados sistematizados serão analisados de forma qualitativa a luz do referencial teórico assumido.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Desenho Universal para a Aprendizagem: Implementação e avaliação do protocolo do livro digital acessível

PERÍODO:

2016 - 2017

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

FINANCIAMENTO(S)

Fapur

O projeto objetiva implementar e avaliar o protocolo de desenho universal da aprendizagem para livros didáticos acessíveis na escolarização de alunos público alvo da Educação Especial incluídos em diferentes realidades educacionais. A pesquisa tem sido realizada a partir da parceria entre o Centro de Inovação Tecnológica e Educação Inclusiva (UFRRJ), Observatório de Educação Especial e Inclusão Educacional (UFRRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Instituto Rodrigo Mendes e Movimento Down. UNICEF-Brasil. Projeto financiado pela Fapur (Processo no. 23267.00069/2017-64).

    

TÍTULO DA PESQUISA

Observatório da Educação - A escolarização de alunos com deficiência intelectual: políticas públicas, processos cognitivos e avaliação da aprendizagem

PERÍODO:

2014 - 2017

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

FINANCIAMENTO(S)

Capes

Em face das políticas educacionais implantadas a partir de década de 2000, as quais, em sua essência buscam a garantia do acesso, permanência e sucesso de todos os alunos na escola, notadamente na Educação Básica, busca- se no presente projeto direcionar o olhar investigativo para o processo de escolarização de alunos com deficiência intelectual neste nível de ensino. Dados do Ministério da Educação (BRASIL, 2008) indicam que dos 700.824 alunos matriculados em modalidades de Educação Especial 330.794 (aproximadamente 47%) apresentam deficiência intelectual. Esta população apesar de ter garantido o acesso ao ensino regular sofre ainda restrições em relação aos seus processos de escolarização, restrições estas fundamentadas, na maioria das vezes, em uma crença na sua incapacidade de pensamento abstrato e no desconhecimento de suas características de aprendizagem. Em face dessa problemática o presente projeto tem como objetivo analisar as dimensões que envolvem a escolarização de alunos com deficiência intelectual, notadamente as que se referem ao ensino e aprendizagem destes nas classes regulares (educação infantil e ensino fundamental), no atendimento educacional especializado e ao seu consequente desempenho nas avaliações nacionais de rendimento escolar. Trata-se de pesquisa a ser desenvolvida em rede, abrangendo pesquisadores de diversos Programas de Pós-Graduação em Educação. Busca-se não somente investigar processos de ensino e aprendizagem desses sujeitos nas redes municipais de ensino (dos Estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina), como também utilizar as bases de dados disponíveis no INEP, as quais possibilitem analisar a participação e o aproveitamento dos alunos com deficiência intelectual matriculados na rede comum de ensino nas avaliações do SAEB e Prova Brasil. Projeto financiado pela Capes, edital 049/2012/CAPES/INEP O projeto contou também entre os anos de 2012 a 2013 com apoio financeiro da FAPERJ por meio do Edital Apoio a projetos de pesquisa na área de humanidades/ 2011 (Proc. n.o 110.061/2012).

    

TÍTULO DA PESQUISA

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: das diretrizes políticas à escolarização dos alunos com deficiência intelectual

PERÍODO:

2014 - 2015

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

FINANCIAMENTO(S)

Capes

Atualmente, em nosso país, a Educação Especial, fortemente marcada pelos acordos internacionais, se realiza por meio do serviço de Atendimento Educacional Especializado (AEE), conforme proposto nas políticas públicas educacionais. Porém, considerando que a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (SEESP/MEC, 2008) tem como suas principais bandeiras a matrícula e a escolarização dos alunos com deficiência intelectual no ensino regular, nos parece haver um descompasso, quando é assumido na mesma que o seu principal foco de investimento é um serviço complementar e/ou suplementar ao ensino regular, oferecido no contra-turno. Sendo que o eixo central de construção dessa política é o da acessibilidade, com maior investimentos nos equipamentos tecnológicos. Assumindo os pressupostos da perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano, em especial as noções de escolarização, ensino e aprendizagem, conforme postuladas por L.S.Vigotski, nas quais estes processos se constroem na relação professor-aluno e aluno-aluno no contexto das práticas cotidianas escolares, afirmamos que há um deslocamento do lugar da principal ação da Educação Especial, posto que este não incide diretamente nas relações cotidianas escolares, bem como no foco do investimento em recursos materiais em detrimento da formação e condições de trabalho do professor . Isto posto, a partir das orientações do MEC, voltamos o nosso olhar para as estratégias de articulação entre a educação especial e o ensino regular, compreendendo como uma possibilidade de superar o deslocamento. De tal forma, inseridos no escopo dos desenhos políticos municipais influenciados pelas orientações da Política de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (SEESP/MEC, 2008), o objetivo deste estudo foi analisar, a partir da abordagem dos Ciclos de Política de S. Ball e R. Bowe (1992), as diretrizes internacionais e nacionais das políticas de educação inclusiva e suas traduções locais em 5 municípios da Baixada Fluminense, a fim de compreendermos os eixos que sustentam essa política educacional e como, sob o olhar dos gestores locais, essa política vem impactando no processo de escolarização dos alunos com deficiência intelectual. Para tal, foi realizado uma pesquisa de campo, durante um ano letivo, junto aos gestores participantes do FPEEBF, valendo-se dos procedimentos de coleta de dados como documentos, entrevistas semi-estruturadas e observações. Nossas considerações ratificam o maior investimento nos recursos tecnológicos do que nos humanos, em acordo com as arenas de disputa política que constituem o contexto de influência. Apontam ainda para as diferentes traduções, pelos municípios, dos textos políticos nacionais, contudo sem deslocar os eixos centrais da política. Por fim, alinhado com outros estudos, sobre a pertinência de uma política focada em um serviço, o AEE, em especial frente a complexidade e diversidade dos processo de escolarização dos alunos com deficiência intelectual.