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TÍTULO DA PESQUISA

ETNOGRAFIA E EXCLUSÃO: Meta-análise interpretativa das pesquisas realizadas pelo Núcleo de Etnografia em Educação (1984-2016)

PERÍODO:

2017 - 2020

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

Etnografia e Exclusão em Educação

FINANCIAMENTO(S)

A pesquisa “Etnografia e Exclusão: meta-analise interpretativa das pesquisas realizadas pelo núcleo de etnografia em educação (1984-2016) “, inclui-se no Núcleo de Etnografia em Educação (NetEdu) e no Grupo de Pesquisa Etnografia e Exclusão (GRPesq/CNPq). O objetivo é delinear os contornos teórico-epistemológico-metodológicos sobre os quais se alicerçaram a produção do grupo. Pretende-se consolidar conceitos e práticas adotadas de modo a dar novos encaminhamentos às pesquisas futuras. Orientam a investigação as seguintes questões: Como as pesquisas dialogam entre si? De que modo os conceitos, teorias e métodos utilizados respondem as questões formuladas? Quais foram os principais resultados encontrados? De que modo a produção analisada pode contribuir para redesenhar escolas públicas menos excludentes? Como? Como pressuposto entende-se que NetEdu está comprometido com o conceito de etnografia educacional na dimensão de “bottom-up” [de baixo para cima] e que por meio dos recursos etnográficos estuda os problemas educacionais contemporâneos, a partir do ponto de vista de pessoas pesquisadas. Neste contexto, se entende que a etnografia, mais do que uma abordagem ou método de pesquisa, é um modo de estar no mundo que implica ver e agir de acordo com uma perspectiva crítico-dialética, envolvendo a reflexividade dos seus praticantes e a transformação de suas práticas. Entre as categorias a serem estudadas estão: etnografia, exclusão, tecnologia e “student voice” [voz do aluno]. Entre os teóricos que apoiam o estudo incluem-se: Paulo Freire; Frederick Erickson; Michele Fine; Howard Becker; Erving Goffman; Robert Castel, Serge Paugam; Arjun Appadurai; Raewyn Connell; Valentina Grion; Alison Cook-Sather. No caso desta pesquisa, a meta-análise etnográfica, orientada pela abordagem de pesquisa hermenêutica (BICUDO, 2014) e associada ao uso de “software” de análise de dados, pode contribuir para a melhor compreensão de como funciona a produção de um grupo de pesquisa. A meta-análise refere-se à síntese estatística dos resultados de uma série de estudos, enquanto a meta-interpretação ou meta-análise etnográfica tenta manter a integridade dos artigos originais, cada um com suas nuances, de modo a validar qualitativamente seus dados. Compõe o corpus de dados as pesquisas realizadas entre 1984 a 2016, que incluem: vídeos, entrevistas, grupo-focal, cadernos de observação de campo, artigos científicos consultados, textos, teses, dissertações, monografias, apresentações em eventos científicos, fotografias, oficinas, seminários, dentre outros. Pretende-se: interpretar o movimento intelectual presente na trajetória da equipe; realizar uma síntese interpretativa da sua produção; e, descrever a relevância desses produtos no contexto da educação brasileira, de modo a informar sobre a dinâmica deste núcleo de pesquisa e assim contribuir para a formação de profissionais da pós-graduação no Brasil.

    

TÍTULO DA PESQUISA

INOVAÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA – um estudo etnográfico

PERÍODO:

2015 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

Etnografia e Exclusão em Educação

FINANCIAMENTO(S)

UERJ- Prociencia - 2015-2018. University of Padova (IT) - Professor Visitante - Março e Abril de 2016 UERJ/Proatec- - 2015-2017 1 bolsa de EM UERJ/Qualitec - 2015-2018 - 1 Bolsa de EM UERJ/PIBIC/CNPq - duas bolsas - 2015- 2016, 1 bolsa 2016-2017 UERJ/PIBIT/CNPq -duas bolsas - 2015- 2016, UERJ/Estágio Interno - 1 bolsa 2016 UERJ/Monitoria - 1 bolsa 2016 UERJ/Extensão- duas bolsas 2016

Esta é uma pesquisa de natureza etnográfica e bibliográfica e tem como objeto de estudo a inovação pedagógica na Educação. O pressuposto inicial é que o análise da natureza das transformações presentes nas escolas públicas do Rio de Janeiro, a partir das vozes dos participantes da pesquisa, pode contribuir para a melhoria da escola e da Educação em especial entre os/as alunos/as menos favorecidos em termos sociais e educacionais. O estudo se inclui nas ações de pesquisa desenvolvidas pelo NetEdu/ProPEd/UERJ. Suas bases teóricas e epistemológicas fundamentam-se nos estudos sobre etnografia em educação e tecnologia digital explorados em trabalhos anteriores da proponente e seu grupo de pesquisa: Etnografia e Exclusão em Educação (GRPesq, 2004). O objetivo principal da investigação é estudar como alunos e alunas, professores e professoras de uma escola pública de ensino básico do Rio de Janeiro, podem atuar como agentes de mudança educacional em sua escola, a partir de suas próprias percepções, e apreender como e quais as tecnologias e inovações pedagógicas podem auxiliar na transformação da escola e informar ações colaborativas e inovadoras entre professores e alunos. Os sujeitos primários da pesquisa serão: alunos, professores e gestores da escola pública estudada e os sujeitos secundários: pesquisadores, especialistas em educação, alunos/as de graduação e pós-graduação em educação assim como colaboradores internacionais desta pesquisa. O estudo prevê como resultado indicadores de mudanças possíveis a curto, médio e longo prazo que possam contribuir para aumentar a qualidade do ensino na escola pesquisada e em outras no Brasil e no exterior. Pretende ainda contribuir para ampliar o conhecimento sobre projetos e planos bem sucedidos nas escolas Brasileiras e que tiveram seus resultados demonstrados por pesquisas científicas de modo a divulgá-los no Brasil e no exterior.

    

TÍTULO DA PESQUISA

TECNOLOGIA DIGITAL E PESQUISA ETNOGRÁFICA

PERÍODO:

2012 - 2015

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

Etnografia e Exclusão em Educação

FINANCIAMENTO(S)

Núcleo de Etnografia em Educação/EDU/PROPED/UERJ- Prociencia/FAPERJ/UERJ ( 2012-2015) APQ1 FAPERJ (2012-2013), CAPES_Estágio Sênior no Exterior- British Columbia University (2013-2014) Bolsas IC/CNPq, IC/UERJ, PIBIT/CNPq, Proatec/UERJ, Qualitec/UERJ. Uni

Trata-se de uma pesquisa teórica e etnográfica sobre os processos educacionais desenvolvidos em uma escola pública de ensino básico no Rio de Janeiro sob a ótica da etnografia digital. O estudo pretende acessar, identificar, selecionar, aplicar, analisar, descrever e compreender de modo teórico-metodológico-epistemológico a natureza da etnografia digital e suas aplicações na área da Educação. Os pressupostos teóricos que dão suporte a pesquisa são, em parte, aqueles que alicerçaram trabalhos anteriores do grupo Etnografia em Exclusão e Educação, dentre estes incluem-se os autores: Goffman (1959 a 1981); Bourdieu (1977); Habermas (1984); Foucault (1987); Erikson (2007) e Castel (2008) e, inclui os estudos de Appadurai (2008) Bauman, (2009); Khan (2009 a 2011) e Grimmett (1997, 2005, 2010). A pesquisa se desenvolve em duas etapas: a primeira de natureza teórica, indagará a etnografia digital e seu potencial conceitual-metodológico-epistemológico na área da Educação; a segunda utilizará a etnografia digital para estudar a cultura digital na escola. Os loci da pesquisa são três: 1) os espaços digitais interativos disponibilizados por pesquisadores nacionais e internacionais e usuários de ambientes interativos digitais; 2) a escola pública onde se dará o trabalho de campo e; 3) o Laboratório de Etnografia Digital na UERJ. A pesquisa de campo utilizará como instrumentos: observação participante, entrevistas, grupos focais e registros digitais. Os sujeitos participantes da pesquisa são: alunos, professores, gestores e especialistas em educação, colaboradores virtuais e a equipe de pesquisadores. O acesso e seleção bibliográfica será realizado a partir de documentos acadêmicos publicados por meios digitais na última década. O método de análise será indutivo, com o auxílio de softwares digitais de análise de conteúdo. Acredita-se que o resultado desta pesquisa poderá auxiliar na criação e uso de novas tecnologias na Educação, contribuir para elucidar conceitos e aplicação dos mesmos na pesquisa e no ensino e auxiliar professores e gestores no desenvolvimento de projetos com tecnologias digitais, além de prover programas, políticas e processos pedagógicos com indicadores visando diminuir as desigualdades socioeducacionais.

    

TÍTULO DA PESQUISA

MULHERES ENCARCERADAS E SEUS FILHOS (AS): vulnerabilidades, desigualdades e disparidades sócio-educacionais e suas intersecções de gênero e pobreza um estudo etnográfico em Brasília, DF e Rio de Janeiro.

PERÍODO:

2010 - 2012

LINHA DE PESQUISA

Educação Inclusiva e Processos Educacionais

GRUPO(S) DE PESQUISA

Etografia e Exclusão

FINANCIAMENTO(S)

CNPq Etital CH FAPERJ- Bolsas ICs SR2/UERJ Bolsas IC/BIPIC/CNPq Secretaria de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Justiça do Distrito Federal.

Esse estudo integra as pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Etnografia em Educação (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ Programa de Pós-Graduação em Educação – Educação Inclusiva e Processos Educacionais/ Grpesq/CNPq - Etnografia e Exclusão). Incluise nas ações previstas no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, especialmente a que visa a promoção de direitos humanos das mulheres encarceradas. Caracteriza-se como objeto dessa pesquisa os estudos sobre: vulnerabilidades, desigualdades e disparidades sócioeducacionais e suas intersecções de gênero e pobreza. O lócus do estudo serão intuições de Brasília, DF e Rio de Janeiro. A pesquisa caracteriza-se por sua natureza qualitativa e por uma abordagem etnográfica. De modo que seja possível, como objetivo principal, conhecer a dinâmica dos processos educacionais no grupo de mulheres encarceradas e seus filhos (as) e as suas intersecções de gênero e pobreza. O estudo orientar-se-á pelas questões: 1) Qual é a dinâmica dos processos educacionais vivenciados pelas mulheres encarceradas e seus filhos (as), na percepção das próprias mulheres? 2) Qual a natureza das interações e ordem de gênero no ambiente sócio-educacional das mulheres encarceradas e seus filhos (as) na percepção das próprias mulheres?; 3) De que modo a pobreza incide sobre a situação sócioeducacional de mulheres encarceradas?; 4) Como são construídas as vulnerabilidades sócioeducacionais enfrentadas pelas mulheres encarceradas e seus filhos (as) a partir de suas próprias percepção? 5) Como a bibliografia científica contribui para a construção e ampliação dos temas pesquisados? Os procedimentos metodológicos envolvem a observação participante, entrevistas, coleta e análise de documentos sobre a situação educacional desse grupo de mulheres, dentro e fora do espaço prisional e de artigos científicos. Os sujeitos participarão de forma colaborativa da pesquisa durante as fases de coleta e análise de dados, são eles: mulheres encarceradas, ex-encarceradas, agentes carcerários, professores (as) e gestores das instituições pesquisadas. Como resultado desse estudo prevê-se o delineamento de indicadores de vulnerabilidades, desigualdades sócio educacionais e de interações de gênero que auxiliem na avaliação e planejamento de políticas públicas voltadas para o ensino, a pesquisa e a extensão em ambientes carcerários, bem como para os estudos de gênero e pobreza em interface com a educação.