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TÍTULO DA PESQUISA

Travessia entre a ciência e a fé: Laura Jacobina Lacombe na produção e difusão de modelos educacionais e católicos (1924-1933)

PERÍODO:

2017 - 2020

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

FINANCIAMENTO(S)

CNPq e Faperj


Seguindo as pistas deixadas pelos historiadores da educação que, ao se voltaram para as viagens de educadores como um dispositivo de apropriação e circulação de modelos pedagógicos, examinam a importância que o Instituto Jean-Jacques Rousseau desempenhou, na fabricação de uma nova sensibilidade pela infância que orientou a defesa da escola como direito das crianças e a necessidade de assegurar métodos de ensino renovadores, este estudo se volta para as duas primeiras viagens de Laura Jacobina Lacombe, à Suíça (1925 e 1927) e as duas primeiras que realizou à Bélgica (1927 e 1933). Atuante na Associação Brasileira de Educação (ABE) e, posteriormente, na Associação de Professores Católicos do Distrito Federal (APC), ela se tornou um dos mais importantes elos de ligação entre a ABE e o instituto suíço, onde estavam os educadores que lideraram a produção e difusão de ideário pedagógico renovador – A. Ferrière, P. Bovet e E. Claparède – bem como com O. Decroly, em Bruxelas. Ao eleger as viagens de Laura Jacobina Lacombe para investigar como se apropriou das propostas escolanovistas na produção e difusão do discurso educacional católico, reconheço que o laicato católico é mais heterogêneo e complexo do que se supõe, como propõe Bernadete de Lourdes Streisky Stang (2008), e assumo a perspectiva de Marta Chagas de Carvalho (2002) quando lembra que, diferentemente do que se tem acreditado, a militância católica não se opôs ao avanço das novas propostas pedagógicas e se mobilizou para difundir “a sua versão da nova pedagogia”. Para interpretar a travessia física e intelectual entre a ciência e a fé, busco, na documentação existente em diferentes instituições de guarda, suas convicções pedagógicas e crenças religiosas que informam e conformam seus modos de ver, ouvir, experimentar e propagar. A investigação pretende melhor compreender a hibridização de princípios e práticas escolanovistas e católicas por ela apropriados e difundidos, contribuindo, deste modo, para matizar uma certa versão consagrada na historiografia da educação.

    

TÍTULO DA PESQUISA

A ILUSÃO DO LEITOR: reformas do ensino nas cartas de professores publicadas na imprensa do Distrito Federal (1930 -1935)

PERÍODO:

2014 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

FINANCIAMENTO(S)

bolsa de produtividade do CNPq, Cientista de Nosso Estado da FAPERJ e Prociencia

O estudo em pauta aborda as reformas do ensino no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em uma perspectiva diferente da maior parte dos estudos sobre Fernando de Azevedo e Anísio Teixeira que iluminam as suas realizações priorizando os textos publicados por eles e por educadores de sua geração. Privilegia uma perspectiva ainda pouco explorada: a dos professores que atuavam no cotidiano das escolas e das salas de aula. Neste sentido, elejo as cartas publicadas na imprensa carioca que veiculam as opiniões dos integrantes do quadro do magistério acerca das mudanças propostas pelos dois educadores, entendendo que, assim, se pode capturar melhor as adesões e resistências às reformas que lideraram, o que está a merecer um maior aprofundamento. Ao eleger periódicos que circularam na década de 1930, será possível trazer novos elementos sobre a educação, ou melhor, sobre os destinos da educação traçados no interior das redações. O interesse deste estudo, no entanto, recai, mais do que no interior das redações, no modo como ele alimentou o debate para além das mesmas, por meio das cartas dos leitores, e, também, no modo como as redações foram por elas alimentadas. Por isto, foram selecionados dois periódicos: o Diário de Notícias e o Jornal do Brasil. A escolha destes dois periódicos se deve ao fato de serem estes jornais aqueles que tiveram, no período em foco, duas colunas sobre educação assinadas por dois dos signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova: Cecília Meireles e Frota Pessoa que, na atividade jornalística, dialogaram com os leitores sobre as questões que afligiam os educadores de seu tempo. Acredito que a intensa presença do tema da educação, em seções especializadas destes jornais, dirigidas por educadores renomados, fomentou a participação de professores nas respectivas seções de “Cartas dos Leitores”, nas quais opinaram sobre a legislação do ensino, a arquitetura escolar, os métodos de ensino, o recrutamento de professores e a carreira do magistério, por exemplo.