O Programa > Docentes > Projetos de Márcia Cabral da Silva           < Lattes >

TÍTULO DA PESQUISA

LIVROS EM COLEÇÕES: O CASO DA BIBLIOTECA INFANTIL DA LIVRARIA QUARESMA (1894-1960)

PERÍODO:

2015 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação

FINANCIAMENTO(S)

Bolsa Prociência FAPERJ/UERJ - 2015/2018 Bolsa IC/CNPQ - 2016/2018

A Livraria Quaresma Editora ou Livraria do Povo (Rua São José, 65/67) destacava-se no último quartel do século XIX pela produção de livros baratos para o povo, assim como de livros para crianças, contos adaptados para a realidade brasileira, de conteúdo moral, histórias proveitosas e piedosas de vários países, traduzidas umas e outras colhidas da tradição oral. A primeira ocorrência desses livros localizada no periódico O Paiz em 1894 consiste em um título: Contos da Carochinha. No curto espaço de dois anos, contudo, registram-se, no mesmo periódico, reedições de Contos da Carochinha, notas críticas sobre o projeto editorial e o lançamento de outros títulos: Contos da Avozinha, Histórias do Arco da Velha, Os Meus Brinquedos, Histórias da Baratinha. De tal modo, em novembro de 1896, já não se registram apenas anúncios contendo títulos avulsos. A livraria Quaresma Editora anuncia naquele momento uma completa biblioteca: Bibliotheca Infantil, dedicada especialmente às crianças. Para dirigi-la, o português Pedro da Silva Quaresma convidou o jornalista e escritor Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914). O intelectual lançava-se na adaptação e organização de uma biblioteca para crianças com livros que foram reeditados pela Quaresma até os anos de 1960. Livros organizados em coleções tendem a seduzir o público, torná-lo fiel a um formato regular, criando expectativas de leitura, como assinalam Mollier (2011) e Olivero (1998). Nesta pesquisa, busca-se, pois, compreender a invenção dessa biblioteca, a partir dos anúncios veiculados na imprensa da época, estudos críticos, assim como elementos relacionados à influência do editor e de seu organizador: Alberto Figueiredo Pimentel. Com vistas ao exame, o estudo apoia-se em pressupostos teórico-metodológicos extraídos da História da Leitura, da História da Edição assim como da História Social e Cultural.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Leitura para meninas e moças nas coleções da Livraria José Olympio Editora (1930-1960) Fase II

PERÍODO:

2012 - 2017

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação

FINANCIAMENTO(S)

CNPQ , FAPERJ , UERJ, Prociência UERJ/FAPERJ (2012 - 2015), FAPERJ Jovem Cientista do Nosso Estado (2015-2017), FAPERJ Edital " Apoio à Melhoria do ensino nas escolas públicas do RJ" (2014-2015)

Esta temática insere-se na linha de pesquisa Instituições, Práticas Educativas e História, conformando a investigação, que teve início em 2006, no interior do grupo de pesquisa Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação. Inicialmente, examinou-se a história das bibliotecas populares situadas na Cidade do Rio de Janeiro, mapeando-se acervos, leitores e modos de leitura recorrentes. Em fase posterior, a pesquisa privilegiou a leitura de adolescentes e de jovens, abordando-se concepções e práticas em duas escolas circunscritas à Cidade do Rio de Janeiro: uma pública de formação de professores e a outra particular de Ensino Fundamental. O exame sobre a circulação assim como a interdição do impresso em espaços escolares e não-escolares levou-nos a privilegiar o circuito de comunicação do impresso, segundo o qual comparecem elementos tais como o editor, a obra, o livreiro, o distribuidor, o leitor (Darnton, 2004). Nessa perspectiva, configura-se a pesquisa atual - Leitura para meninas e moças nas coleções da livraria José Olympio Editora (1930-1960) – Fase II. Neste projeto, busca-se dar continuidade à investigação relativa a representações de meninas e de moças nas coleções da Livraria José Olympio Editora voltadas para este público leitor. Destaca-se a Coleção Menina e Moça, tradução da Bibliothèque de Suzette, lançada no Brasil em 1934, e com edições que se estendem à década de 1960. Tendo-se observado acentuada prescrição na apresentação dos livros tanto por parte do editor quanto de intelectuais destacados no campo cultural à época, nesta segunda fase, a ênfase recai no exame dos enredos, nas representações das personagens femininas, designadas como meninas e moças, a par da correspondência do editor com os intelectuais que conformaram a circulação das obras, como a influência de Alceu Amoroso Lima, Tristão de Ataíde, de Raquel de Queiroz, de Maria Eugenia Celso, atesta. Acresça-se o exame de catálogos da editora e de discursos desses intelectuais relativos às representações acentuadas. Espera-se, pois, ampliar o campo do estudo sobre a dimensão educativa do impresso, materializado em leituras femininas na primeira metade do século XX. Ademais, interessa-nos agregar pesquisadores que investiguem a história do livro e da leitura, com especial ênfase no período assinalado. De modo geral, almeja-se contribuir para a compreensão do impresso, dos livros destinados à infância e à juventude no Brasil, ampliando-se o estudo das fontes para a história da leitura e para a história da educação.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Leitura para meninas e moças nas coleções da Livraria José Olympio Editora (1930-1950)

PERÍODO:

2009 - 2012

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação

FINANCIAMENTO(S)

Prociência UERJ/FAPERJ (2009-2012); CNPQ (bolsa de iniciação científica); FAPERJ (bolsa de iniciação científica), UERJ (bolsa de iniciação científica); Auxílio à Pesquisa (APQ1) FAPERJ (2010-2011)

Em 1934, destaca-se no Brasil o lançamento da Coleção Menina e Moça pela Livraria José Olympio Editora, romances voltados a “difícil fase de 9/ 10 aos 16/ 17 anos”, conforme anunciado em catálogos. Consistia na tradução da Bibliothèque de Suzette, uma série de romances franceses idealizados para educar meninas e moças. Neste projeto, busca-se associar instrumental teórico desenvolvido no âmbito da história da leitura com a abordagem que coloca em cena a história cultural da então considerada fase do “entre-aberto botão e entre-fechada rosa”, de modo a se identificar, em especial, os livros destinados à menina e à moça nas coleções da Livraria José Olympio Editora nas décadas de 1930 a 1950, assim como as representações e as prescrições de leitura a elas veiculadas. A metodologia selecionada interroga fontes documentais, tais como os catálogos produzidos pela editora ao longo do período assinalado a par da correspondência ativa e passiva entre o editor José Olympio e autores editados. Destaca-se o exame dos protocolos de leitura (Chartier, 1999, 2000, 2004), com o objetivo de se traçar uma cartografia dos livros endereçados às então designadas meninas e moças, além de se procurar identificar concepções de leitura, de infância e de juventude feminina recorrentes no material examinado. De modo geral, por meio deste projeto de pesquisa, almeja-se contribuir para a compreensão dos livros ficcionais destinados à menina e à moça no Brasil nos anos de 1930 a 1950 e ampliar o estudo das fontes para a história da leitura e para a história da educação, além de fornecer subsídios, ainda que indiretos, para a formulação de políticas públicas voltadas para o livro de ficção, para a infância e para a juventude no cenário brasileiro contemporâneo.