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TÍTULO DA PESQUISA

Avaliação e Currículo: um olhar sobre os resultados do PISA

PERÍODO:

2015 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura

GRUPO(S) DE PESQUISA

Observatório de Periferias Urbanas

FINANCIAMENTO(S)

UERJ: Prociência (2014-2017) FAPERJ: Jovem Cientista do Nosso Estado (2015-2018)

Este projeto de pesquisa visa a investigar as características escolares associadas aos resultados dos estudantes que participaram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – PISA – nas edições de 2003 e 2012, anos em que a Matemática foi o foco da avaliação. Apoiada nas recomendações teórico-metodológicas de Earl Babbie (2005) e nos estudos de cunho sociológico pretende-se (a) investigar a associação entre características dos estudantes e a repetência escolar e (b) estudar a existência de ênfases curriculares diferenciadas em Matemática entre escolas brasileiras e portuguesas. A repetência é um fenômeno que ainda permanece em patamares elevados e tem sido responsável pela manutenção das desigualdades escolares. Desde os anos 1960 diversos pesquisadores têm alertado à sociedade sobre a distribuição desigual da educação e sobre a persistência das disparidades pronunciadas entre as condições das escolas frequentadas por estudantes de origens sociais diversas, reforçando as diferenças sociais preexistentes. Especificamente para o alcance do primeiro objetivo geral, a pesquisa fará uso de uma abordagem analítica denominada Regressão Logística para investigar as características dos estudantes brasileiros que impactam a repetência escolar e analisar de que modo estas características podem estar associadas à probabilidade de ocorrência deste fenômeno. O segundo objetivo parte de um estudo realizado anteriormente em que se buscou comparar diferenças nas ênfases curriculares em Matemática entre Brasil e Portugal. Para isso, os 85 itens de matemática aplicados no PISA 2003 foram analisados por meio de uma abordagem analítica denominada Funcionamento Diferencial do Item (DIF), detectando-se 23 itens que apresentavam comportamento diferenciado entre estudantes brasileiros e portugueses. A ideia agora é a de investigar se os mesmos itens permanecem apresentando DIF e as possíveis causas para sua ocorrência, bem como analisar a existência de algum padrão que explique tal fato. Estudos envolvendo DIF vêm ganhando força no campo da Avaliação da Educação por possibilitar a identificação de itens que violam um dos principais pressupostos da Teoria de Resposta ao Item (TRI), na qual a avaliação está pautada. Espera-se com o estudo ampliar o debate curricular nos campos da Educação e da Educação Matemática e buscar uma ampla compreensão sobre os processos de ensino nas escolas brasileiras, em uma perspectiva comparada internacionalmente.

Palavras-chave: Currículo de Matemática. PISA. Repetência escolar. Regressão logística. Funcionamento Diferencial do Item.

    

TÍTULO DA PESQUISA

ÊNFASES CURRICULARES EM MATEMÁTICA: Um estudo a partir dos resultados da Prova Brasil

PERÍODO:

2013 - 2015

LINHA DE PESQUISA

Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura

GRUPO(S) DE PESQUISA

Observatório de Periferias Urbanas

FINANCIAMENTO(S)

CAPES/INEP/OBEDUC; FAPERJ - Jovem Cientista do Nosso Estado; UERJ - Prociência

Este projeto de pesquisa parte do pressuposto de que os resultados das avaliações em larga escala são instrumentos adequados para se compreender o currículo aprendido. Entende ainda que os resultados obtidos por distintos grupos em avaliações nacionais constituem-se uma boa estratégia para captar ênfases diferenciadas no currículo ensinado. A partir dos resultados da Prova Brasil, pretende-se comparar diferenças nas ênfases curriculares em Matemática entre escolas públicas brasileiras. Especificamente, pretende-se responder às seguintes questões de pesquisa: (a) há diferenças de competência cognitiva entre os estudantes de escolas públicas?; (b) é possível identificar competências matemáticas que são exploradas diferentemente nos currículos dessas escolas?; (c) que itens de prova de Matemática apresentaram DIF? Esses itens seguem algum padrão?; (d) os fatores que explicam o DIF na avaliação do 5º ano permanecem na avaliação do 9º ano do EF?. Para responder às questões formuladas, a pesquisa empregará como metodologia a análise do Funcionamento Diferencial do Item (DIF). Esta metodologia possibilita identificar itens que violam um dos principais pressupostos da Teoria de Resposta ao Item (TRI), segundo o qual, estudantes de grupos distintos, mas de mesma habilidade cognitiva, têm a mesma probabilidade de acertar um item. Espera-se, com o estudo, evidenciar a relevância e necessidade da ampliação do debate curricular no campo da Educação Matemática. A compreensão dos resultados dos testes de avaliação em larga escala pode fornecer novas questões sobre “o como” e “o quê” os estudantes aprendem Matemática.