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TÍTULO DA PESQUISA

Subvertendo a relação entre conhecimento e poder: crianças, jovens e professores em suas múltiplas redes educativas

PERÍODO:

2017 - 2020

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude, Educação e Cultura (IJEC)

FINANCIAMENTO(S)

Bolsa Prociência; Bolsa PIBIC/CNPQ/; PROMOB/FAPITEC

O projeto que proponho dá continuidade ao anterior, “Educação e contemporaneidade: crianças, jovens e redes de conhecimento”, cujos resultados apontaram para a potência da sociedade em rede, quando as redes são reprogramadas pelos desejos, sonhos, esperanças e resistências dos atores sociais que as instituem como redes de conhecimento e significação. Descobrimos nesses estudos jovens que, procurando fugir da manipulação e do controle do novo estágio do capitalismo, se envolvem em práticas coletivas alternativas a essa ordem. Interessa-me, e ao grupo de pesquisa que coordeno, continuar investindo em estudar essas práticas, ampliando o foco para crianças e professores. Diante do atual contexto político do Brasil, em que a educação assume a função de fortalecer o capitalismo, auxiliando o Estado a manter em situação de desigualdade os que mantêm o poder do conhecimento e os que não mantêm esse poder, minha proposta parece relevante. Trata-se de conhecer como crianças, jovens e professores da escola pública subvertem a relação entre conhecimento e poder nas múltiplas redes educativas em que atuam: (i) na escola, (ii) no espaço domiciliar; (iii) nos espaços urbanos (iv) nas redes sociais. O Projeto será realizado por intermédio de procedimentos da pesquisa presencial (observação; entrevistas) e online, orientados pelas contribuições que Walter Benjamin e Mikhail Bakhtin trouxeram à pesquisa em Ciências Humanas. No que se refere à especificidade do objeto, a construção e a análise dos dados será orientada pelos estudos sobre conhecimento e poder na sociedade em rede (Manuel Castells); pelo aprofundamento do papel da astúcia dos praticantes sociais na subversão ordem social capitalista (Michel de Certeau); e pelos estudos sobre os modos de constituição da subjetividade de crianças e jovens nos contextos híbridos da contemporaneidade e nas relações com os artefatos de seu tempo (Édmea Santos, José Machado Pais, Helena Abramo; Hermano Vianna; Juarez Dayrell, Lucia Rabello de Castro; Marilia Sposito; Micael Herschman; Paulo Carrano; Regina Novaes; Rosana Reguillo; Solange Jobim e Souza, entre outros).

    

TÍTULO DA PESQUISA

Educação e contemporaneidade: crianças, jovens e redes educativas

PERÍODO:

2014 - 2017

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude, Educação e Cultura (IJEC)

FINANCIAMENTO(S)

Bolsa Prociência Bolsa Pibic/CNPq

Este Projeto dá continuidade ao anterior – “Educação e processos comunicacionais pós-massivos: implicações para práticas educativas em espaços formais e não-formais de educação” - cujos resultados indicaram que os usos dos artefatos digitais em rede, dentro e fora da escola, afetam a constituição das subjetividades das novas gerações podendo, consequentemente, ser mediadores de processos de ensinar e de aprender mais concernentes com as experiências dos praticantes. A atual proposta pretende alargar o escopo das investigações realizadas, focalizando tais experiências em relação à dimensão contraditória da “sociedade em rede” que, por um lado não exclui as redes de poder que controlam a sociedade por intermédio de um sistema político que responde aos interesses do Estado, mas por outro detém o contrapoder quando as redes são reprogramadas pelos desejos, sonhos e esperanças dos atores sociais. São essas redes de conhecimento e significação que o Projeto opta por focalizar na intenção de descobrir se as “artes de fazer” (Certeau, 1994) infantis e juvenis podem se instituir como táticas de transgresssão à relação que se estabelece entre capitalismo tardio e novas tecnologias de informação e comunicação, contribuindo desse modo para pensarmos a atualização da educação na contemporaneidade. Esta seria a questão central do estudo, que se desdobra nos seguintes objetivos: (1) Compreender as relações e as contradições entre informação e conhecimento na sociedade em rede; (2) Transpor essas relações e contradições para o campo da educação, buscando analisar criticamente o papel central da educação no âmbito do capitalismo contemporâneo; (3) Conhecer o papel mediador das novas tecnologias de informação e comunicação na construção - por crianças e jovens - de redes de conhecimento e significado fomentadoras de crítica, de reflexão e de ação; (4) Conhecer que conhecimentos crianças e jovens constroem no ciberespaço em suas múltiplas redes educativas; (i) na escola, (ii) no espaço domiciliar, (iii) na cidade, (iv) em propostas desenvolvidas por organizações não governamentais. O Projeto será realizado por intermédio de procedimentos da pesquisa presencial (observação; entrevistas) e virtual, orientados pelas contribuições que Walter Benjamin e Mikhail Bakhtin trouxeram à pesquisa em Ciências Humanas. No que se refere à especificidade do objeto, a construção e a análise dos dados será orientada pelos estudos sobre a sociedade em rede (Manuel Castells); consumo cultural e recepção dos meios (Martin-Barbero, Nestor Canclini, Orozco Gomes); pelas teorias da Comunicação (Andre Lemos, Bruno Latour, Lucia Santaella, Pierre Lévy, entre outros) que trazem esclarecimentos sobre a relação dos sujeitos com os ambientes ciberculturais; e pelos estudos sobre os modos de constituição da subjetividade de crianças e jovens nos contextos híbridos da contemporaneidade e nas relações com os artefatos de seu tempo (José Machado Pais, Helena Abramo; Hermano Vianna; Juarez Dayrell, Lucia Rabello de Castro; Marilia Sposito; Micael Herschman; Paulo Carrano; Regina Novaes; Rosana Reguillo; Solange Jobim e Souza, entre outros).

    

TÍTULO DA PESQUISA

Educação e processos comunicacionais pós-massivos: implicações para práticas educativas em espaços formais e não-formais de educação

PERÍODO:

2011 - 2014

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude, Educação e Cultura (IJEC)

FINANCIAMENTO(S)

Bolsa Prociência FAPERJ/UERJ; Bolsa de Iniciação Científica FAPERJ; Bolsa PIBIC/CNPq; Bolsa PIBIC/UERJ

O projeto “Educação e processos comunicacionais pós-massivos: implicações para práticas educativas em espaços formais e não-formais de educação” pretende dar prosseguimento aos estudos realizados nos triênios 2005-2008/2008-2011 que, investigando as relações de crianças, jovens, e seus professores, com as tecnologias visuais e digitais, apontaram para a constituição de novos sujeitos culturais, cujos modos de ser e de agir sugerem mudanças nas práticas educativas. No projeto atual o foco das investigações recairá sobre a imersão desses sujeitos na cibercultura, especificamente no que se refere às novas relações que vem se estabelecendo entre a tecnologia e os processos comunicacionais sociais, marcadas pelos princípios da liberação da palavra, da conectividade generalizada e da reconfiguração do ambiente comunicacional. Não obstante o conhecimento produzido na interface entre os campos da educação e da comunicação venha avançando significativamente, ainda há muito a ser pesquisado sobre as transformações que a atual revolução tecnológica sugere às práticas educativas que ocorrem dentro e fora da escola. Atendendo a essa demanda, o presente projeto abrange duas vertentes de investigação que condizem com o interesse da proposta: 1) Cibercultura e escola: novos modos de ensinar e aprender; 2) Cibercultura e modos juvenis de dizer-se. A abordagem teórico-metodológica apóia-se nas contribuições que Walter Benjamin e Mikhail Bakhtin trouxeram à concepção de pesquisa em Ciências Humanas e nas reflexões de Boaventura de Sousa Santos sobre a base epistemológica do conhecimento na contemporaneidade. No que se refere à especificidade do objeto, a construção e a análise dos dados será orientada pelos estudos sobre consumo cultural e recepção dos meios (Martin-Barbero, Nestor Canclini, Orozco Gomes); pelas teorias da Comunicação (Andre Lemos, Bruno Latour, Lucia Santaella, Pierre Lévy, entre outros) que trazem esclarecimentos sobre a relação dos sujeitos com os ambientes ciberculturais; e pelos estudos sobre os modos de constituição da subjetividade de crianças e jovens nos contextos híbridos da contemporaneidade e nas relações com os artefatos de seu tempo (José Machado Pais, Helena Abramo; Hermano Vianna; Juarez Dayrell, Lucia Rabello de Castro; Marilia Sposito; Micael Herschman; Paulo Carrano; Regina Novaes; Rosana Reguillo; Solange Jobim e Souza).

    

TÍTULO DA PESQUISA

Educação e Mídia: imagem técnica e cultura escrita

PERÍODO:

2009 - 2011

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Infância, Juventude e Indústria Cultural (IJIC)

FINANCIAMENTO(S)

Bolsa Prociência FAPERJ 2 bolsas PIBIC/CNPq

O Projeto “Educação e Mídia: imagem técnica e cultura escrita” propõe dar continuidade aos estudos realizados no triênio 2005-2008 que investigaram, sob a orientação teórico-metodológica dos Estudos Culturais latino-americanos, a experiência de crianças e jovens com o tripé da indústria de entretenimento japonesa – mangás, animes e videogames – visando compreender, entre outros objetivos, os modos contemporâneos de leitura das gerações mais novas. O foco na imagem técnica, que inunda a vida cotidiana, permitiu ao grupo de pesquisa analisar, a partir da relação teoria-empiria, o significativo papel que a imagem desempenha na transformação das formas de ler e, portanto, de produzir conhecimento e cultura das gerações mais jovens. O estudo, de cunho etnográfico, foi desenvolvido nos locais em que ocorrem as práticas de consumo e recepção dos artefatos acima referidos – animencontros e lan-houses - tendo em vista que embora estejamos diante de um descentramento cultural desconcertante que destitui a primazia do papel da escritura e da leitura na ordenação e divulgação dos saberes, boa parte do mundo escolar ignora este desconcerto. Se essa escolha do campo empírico foi fundamental para interpretarmos que a defasagem entre a cultura da escola e as culturas infantis e juvenis pode estar sendo gerada pelo modelo de educação que canoniza a cultura letrada, desprestigiando a identificação dos alunos com a imagem, por outro lado limitou, de certa forma, nossa possibilidade de intervirmos nesse conflito propondo alternativas para sua superação. Nesse sentido, percebemos que o mal-estar que o contexto cultural contemporâneo impõe para as relações entre professores e alunos precisaria ser investigado numa perspectiva que os colocasse em situação propícia à negociação das diferenças intergeracionais. Essa é a motivação que se constitui como eixo do presente projeto que se propõe, na perspectiva da pesquisa intervenção de cunho etnográfico, investigar a interface entre a imagem técnica e os processos de ensino e aprendizagem, tomando como campo privilegiado a escola pública. A fundamentação teórica e metodológica será buscada nos conceitos de dialogismo e alteridade (M. Bakhtin); na teoria crítica da cultura na modernidade (W. Benjamin); nos estudos sobre a pós-modernidade (Bauman, Jameson, Lyotard, Lipovetsky, Beatriz Sarlo, Renato Ortiz); nos estudos sobre consumo cultural e recepção dos meios (Martin-Barbero, Nestor Canclini, Orozco Gomes); nos campos da Comunicação e da Semiótica (Lucia Santaella, Arlindo Machado, Janet Murray, entre outros) que, ainda inexplorados pela pesquisa em educação, vêm trazendo esclarecimentos sobre a relação dos sujeitos com os ambientes virtuais ou ciberculturais; e nos estudos sobre os modos de constituição da subjetividade de crianças e jovens nos contextos híbridos da contemporaneidade e nas relações com os artefatos de seu tempo (Helena Abramo; Hermano Vianna; Julio Dayrell, Lucia Rabello de Castro; Marilia Sposito; Micael Herschman; Paulo Carrano; Regina Novaes; Rosana Reguillo; Solange Jobim e Souza). No intuito de dar acabamento ao projeto anterior, a proposta atual propõe-se encontrar alternativas para os conflitos entre as experiências geracionais relativos às diferentes maneiras de lidar com a cultura da imagem no âmbito da escolarização.