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TÍTULO DA PESQUISA

CURRÍCULO, SUBJETIVIDADE E DIFERENÇA

PERÍODO:

2015 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura

GRUPO(S) DE PESQUISA

Currículo, cultura e diferença

FINANCIAMENTO(S)

CNPq Universal 01/2016, processo 400790/2016-5, solicitado CNPq Bolsa PQ 305410/2014-8 CNPq Grant associado à bolsa PQ 305410/2014-8 FAPERJ CNE E-26/ Bolsa IC CNPq

Este projeto é construído como desdobramento de pesquisas que venho realizando nos últimos 15 anos, dedicadas ao estudo das políticas curriculares em matriz pós-estrutural e pós-colonial. Minha preocupação mais específica é com a temática da diferença, de modo que tenho priorizado a desconstrução das estratégias discursivas utilizadas pelos textos curriculares para a fixação da alteridade que embasam práticas de hierarquização cultural. O foco do que venho desenvolvendo tem recaído sobre a compreensão dos processos de fixação da alteridade, o que acaba dando visibilidade aos discursos de controle e aos contextos em que eles se inscrevem. Este projeto nasce do desconforto gerado por tal observação, com o intuito de destacar a ambivalência dos discursos hegemônicos/coloniais e o excesso que escapa à totalização da norma. De forma resumida, a proposta tem como objetivo entender como se constitui a subjetividade, a alteridade de si, de sujeitos estereotipados em relação a um Eu padrão no espaço da escola.
Do ponto de vista teórico, a ideia de que o discurso hegemônico/colonial é sempre habitado por um excesso que o fratura será construída em diálogo com a teoria do discurso de E. Laclau , mas principalmente com os discursos pós-colonial de H. Bhabha, feminista e queer [especialmente J.Butler].
A principal estratégia metodológica utilizada será a narrativa [auto]biográfica, buscando entender as reterritorializações subversivas do reconhecimento em experiências na escola, sem supor a possibilidade de isolá-la. O ceticismo pós-estrutural em relação à possibilidade mesma da representação, assim como à autodeterminação do sujeito, tornou problemático o uso de narrativas [auto]biográficas na pesquisa. A matriz de intelegibilidade desse tipo de pesquisa foi posta em questão, de modo que este projeto busca redefinir seus conceitos—sujeito, experiência, fala, verdade — para além da metafísica da presença.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Subjetividade e estudos curriculares

PERÍODO:

2012 - 2017

LINHA DE PESQUISA

Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura

GRUPO(S) DE PESQUISA

Currículo, cultura e diferença

FINANCIAMENTO(S)

CNPq Bolsa de Pós-doutorado no Exterior, processo 200835/2013-0 FAPERJ associado ao CNE E-26/102.987/2011

Este projeto é um desdobramento dos estudos sobre políticas curriculares em que vimos lidando com a desconstrução de discursos hegemônicos que buscam controlar sentidos, assim como a desenvolvendo, do ponto de vista teórico, a impossibilidade de que tais discursos saturem tudo a sua volta. A pergunta que está na base deste projeto, desenvolvido em conjunto com a Dra. Janet Miller, da Columbia University, é como os sujeitos se constituem como sujeitos, como alteridades de si, como Outro em meio a muitos Outros num mundo (discursivo) que aprendemos a ler como regulatório e que, cada vez mais, assim se constitui. Ou seja, como eles se constituem ao produzir o seu currículo ou a sua experiência escolar. Isso tem sido conduzido na forma de estudos narrativos em que sujeitos rememoram suas experiências de subjetivação que se deram no espaço-tempo escolar. Nosso interesse tem se concentrado nas estratégias que permitiram a tais sujeitos negociar suas biografias num espaço discursivo fortemente controlado. Embora as narrativas biográficas e autobiográficas no campo da educação (e do currículo) sejam numerosas, há ainda um conjunto de desafios para a realização de tais estudos em perspectiva pós-estrutural. Enfrentar tais desafios é o núcleo central desta proposta de pós-doutorado, o que implicará, conforme salientarei, ampliar também a discussão de currículo como enunciação.

    

TÍTULO DA PESQUISA

CURRÍCULO, IDENTIDADE E DIFERENÇA: ARTICULAÇÕES EM TORNO DAS NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA

PERÍODO:

2011 - 2015

LINHA DE PESQUISA

Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura

GRUPO(S) DE PESQUISA

Currículo, cultura e diferença

FINANCIAMENTO(S)

CNPq Universal 14/2012, processo 473998/2012-2 CNPq Bolsa PQ 306410/2010-9 CNPq Grant associado à bolsa PQ 306410/2010-9 FAPERJ CNE E-26/102.987/2011 Bolsa IC CNPq Bolsa AT CNPq

Construo este projeto com a noção de currículo como enunciação da cultura com a qual venho operando em projetos anteriores, a partir da qual defino a política curricular como o movimento de articulação hegemônica na direção da fixação de sentidos. Para tanto, dialogo, preferencialmente, com autores como H.Bhabha, S.Hall, E.Laclau e C.Mouffe, assim como com a filosofia derridiana — importante referência para todos eles. Apoiada em conclusões de pesquisas anteriores, meu objetivo, neste estudo, é compreender os processos de articulação política que têm hegemonizado a percepção do currículo como projeção de identidades, destacando a centralidade que as discussões sobre conhecimento científico vêm assumindo em tais projeções. Entendendo que o estudo das formas de funcionamento de diferentes articulações hegemônicas permite o aprofundamento teórico sobre políticas curriculares, trabalho com as recentes políticas nacionais de produção de novas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (DCN), com foco no ensino fundamental. A opção por tratar a temática da identidade em políticas contemporâneas me obriga a tematizar o fato de que elas se inserem em um contexto de questionamento das fixações identitárias. Em tal contexto, as identidades não podem mais ser vistas como expressão de entes positivos e previamente constituídos, mas como uma relação imaginária entre sujeitos que se constituem na própria prática de identificação, que nunca será completa. Sendo assim, busco entender os deslocamentos que a hegemonia da idéia de currículo como formador de identidades vêm sofrendo tendo em vista a ampliação das demandas da diferença, evitando a insustentável premissa de que as políticas são imunes ao questionamento da fixidez.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Currículo, cultura e diferença: O caso da MultiEducação com ênfase nas Ciências

PERÍODO:

2008 - 2011

LINHA DE PESQUISA

Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura

GRUPO(S) DE PESQUISA

Currículo, cultura e diferença

FINANCIAMENTO(S)

CNPq Universal 14/2009, processo 471245/2009-7 CNPq Bolsa PQ 303146/2007-9 CNPq Grant associado à bolsa PQ 303146/2007-9 FAPERJ CNE Bolsa IC FAPERJ e CNPq Bolsa AT CNPq Bolsa TCT FAPERJ

Este projeto amplia preocupações de projetos anteriores com a forma como a diferença vem sendo tematizada nos textos curriculares, focando mais especificamente textos relacionados às ciências naturais. Assenta-se na concepção de currículo como enunciação cultural que, em diálogo com autores pós-coloniais como H. Bhabha, S. Hall e A. Appadurai, tenho procurado desenvolver como forma de recolocar a questão da agência no quadro de uma teoria curricular com ênfase no discursivo. Nesse sentido, o currículo é tratado como enunciação, como representação, diferentemente do que ocorre em estudos em que a cultura é entendida como objeto de ensino. Mantendo a preocupação de evitar tanto o essencialismo como o relativismo, este projeto busca politizar os processos de significação, razão pela qual, seguindo sugestão de S.Hall, dedica-se a entender o político como espaço de articulação hegemônica. Para tanto, apóia-se nas posturas pós-marxistas e pós-estruturais de E. Laclau e C. Mouffe. Com esse quadro teórico, a pesquisa buscará entender o processo pelo qual os textos curriculares têm preenchido, por intermédio de articulações hegemônicas, significantes vazios que os têm nucleado, dentre os quais se destaca a idéia de qualidade da educação. A hipótese, que se alicerça em estudos anteriores, é de que essas cadeias têm endereçado um sujeito universal e funcionado como uma contraposição às demandas da diferença cada dia mais presentes na sociedade brasileira. Essa hipótese será desenvolvida, na perspectiva de uma teoria situada, a partir do estudo de uma política curricular específica, a MultiEducação, em seus 10 anos de existência. O foco recairá sobre um dos espaços-tempos de enunciação da proposta, qual seja a Secretaria Municipal de Educação. Esse espaço-tempo será entendido como um local em que lutas micropolíticas são travadas por uma comunidade política constituída por diferentes grupos de interesse.