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TÍTULO DA PESQUISA

Intelectuais, Instituições e Redes de Sociabilidade: Assistência, Proteção e Educação da Infância no Rio de Janeiro de 1890 a 1940.

PERÍODO:

2018 - 2020

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em História da Educação e Infância (NIPHEI)

FINANCIAMENTO(S)

Prociência/UERJ

O projeto pretende investigar as redes de sociabilidade construídas entre instituições e intelectuais que, mobilizados pela cruzada civilizatória da infância colocaram-se em defesa de sua assistência e educação. A partir da constituição das redes objetivamos mapear as iniciativas públicas e privadas que se constituíram na cidade do Rio de Janeiro no período de 1890 a 1940. Com este intento, interessa-nos tecer uma malha assistencial à infância por meio das ações promovidas pelos intelectuais e as instituições dos campos médico e jurídico. Em sua missão civilizadora esses intelectuais elegeram e constituíram espaços de atuação a partir dos quais criaram condições para fomentar projetos de intervenção social direcionados a modernização do país. É no entrecruzamento das medidas organizadas na cidade-capital que pretendemos reconstituir as relações entre os intelectuais e o Estado; a medicina, o direito e a educação; a escola e a família; o público e o privado. Nesta perspectiva, nosso esforço interpretativo visa analisar as estratégias elaboradas pelos intelectuais e as instituições a partir das quais as crianças foram perspectivadas como objetos de pensamento, de intervenção e de profilaxia social.Interessa, ainda, tencionar as matrizes que orientaram os dispositivos de atendimento, de proteção e de educação das infâncias pobres e desvalidas, bem como as formas como essas matrizes circularam no cenário nacional e internacional no período de 1890 a 1940. Quanto à periodização proposta (1890-1940), está se sustenta em duas perspectivas de análise. A primeira, de que no período delineado entre os anos de 1890 a 1920, as iniciativas direcionadas às infâncias estiveram marcadas pela presença da filantropia assistencial prevalecendo, em grande parte, a ideia de que estas dependiam mais da vontade individual dos que se devotavam à causa da infância pobre. A segunda, que entre as décadas de 1920 a 1940, deu-se o processo de reorganização da assistência com predomínio das ações tutelares pelo Estado brasileiro, marcado pela judicialização da infância e a formulação de políticas assistenciais protetivas nas duas décadas seguintes.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Os deserdados da sorte: Assistencialismo, filantropia e educação da infância no Rio de Janeiro de 1920 a 1940

PERÍODO:

2016 -

LINHA DE PESQUISA

Instituições, Práticas Educativas e História

GRUPO(S) DE PESQUISA

Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em História da Educação e Infância (NIPHEI)

FINANCIAMENTO(S)

CNPq

Este projeto de pesquisa visa compreender as concepções de assistência e de educação que, elaboradas pelos intelectuais reformadores ajudaram a compor a organização de projetos e estratégias de intervenção sobre à infância pobre na cidade do Rio de Janeiro de 1920 a 1940. Interessa analisar os projetos que se materializaram na criação de instituições e de leis, bem como na apreensão dos lugares de produção, de apropriação e de circulação dos discursos e das práticas (Certeau, 2011) assistenciais e educativas destinados a perspectivar às crianças da/e na cidade. Interessa analisar os discursos/ações no âmbito das iniciativas públicas e privadas que produziram efeitos sobre as infâncias na cidade do Rio de Janeiro, no período em questão. Ênfase será direcionada aos debates que envolveram o processo de organização de uma malha assistencial que, por um lado, fosse capaz de contribuir para a composição das esferas públicas, face a constituição de programas e de políticas públicas no país; e por outro, na composição de uma "rota de fuga" contra a anti-modernidade, o rústico e o ethos de uma civilidade tropical refém dos discursos eurocêntricos de modernização urbano-industrial. Neste aspecto, a tessitura de uma malha assistencial, nas décadas de 1920 a 1940, excitou como ponto de sustentação à produção de retóricas e discursos que encontrou na ciência e na educação seu lugar praticado na institucionalização e judicialização das infâncias desassistidas. Para a realização deste intento investigativo recorreremos aos trabalhos de: Foucault (2002); Sirinelli (2003), Certeau (1994), De Jean (2005), Varella e Uría (1991), Camara (2010, 2013, 2014), Rocha (2009, 2010), Sanglard (2008), Veiga (2007), Kuhlmann Jr. (2006), entre outros autores.